domingo, 2 de março de 2014

Insanidade ou consideração

E em alguns dias insanos jogou tudo fora
Os amigos, os amores, todos que verdadeiramente importavam-se
E assim encontrou a felicidade na solidão depressiva e na presença impermanente

Se arrependeu-se de tudo nós nunca saberemos
Em algumas partes ressentiu-se em vão
A parte que me convém jamais saberei
Penso se lhe devo um perdão

E a melodia tão desprezível do meu passado repete-se mais outra vez
Mais uma vez irônica e vazia
Como se uma, duas e mais já não bastassem
Parece ter esquecido dos tempos outrora necessários
Da dedicação nas noites chorosas e nos dias alegres

É a insanidade ocupando uma mente
Ou no final foi mesmo a pouca consideração
O esquecimento e a falta de questão

Mas continuo sem parte de mim
Pois eu não consegui esquecer

Um comentário:

Bruna disse...

As melodias do nosso passado nunca vão embora, disso eu tenho certeza. Eu tenho tentado aprender a conviver com elas.
A insanidade e a solidão vivem, mesmo em meio à felicidade que eu venho experimentando. E tem hora que dói, muito. Mas a gente aprende a suportar e, quem sabe, até ver além delas.
Ás vezes é necessário se afastar, pois as próprias questões mal resolvidas atrapalham a comunicação. E aí fica difícil ouvir, pois a voz dentro de si mesma fala alto demais pra deixar escutar o outro.
Mas quando realmente importa, a gente nunca esquece, sempre parece que falta algo. Se você me quiser, eu posso voltar. Agora eu consigo ouvir de novo, pois a minha própria dor não tem gritado mais tão alto. E quem sabe eu possa tentar te ajudar como eu acho que fiz outras vezes. Mas tudo bem se não fizer mais sentido... É perfeitamente compreensível.