Essa preocupação sincera Como é difícil entender Mais ainda é aceitar sem sentir culpa E agradeço mesmo ao chorar Toda palavra e cada silêncio reconfortante
Desgraça "Quando sem tempo a primeira coisa que largamos é aquilo que gostamos" E mais uma vez essas palavras estavam certas Desgraça porque estavam certas Mas não eram a resposta Não a completa Não era só o tempo Era também a falta de sentimento
A vida é uma guerra Acaba encaminhando-se para um fim E mesmo que feliz, mesmo ascendendo esperança Carrega consigo milhares de mortes e feridas Marcas eternas de sacrifícios Tantas vezes inúteis
A guerra termina e dor E a vida... Só trás sofrimento
No fim não há vida que compense a guerra No fim resta apenas a dor Acompanhada pela inevitável e esperada morte
Fez da sua vida a solidão no dia que jurou não mais temer, nem sorrir, nem chorar. Viu na solidão a sua liberdade. E realmente foi a liberdade, mas por tão pouco tempo que no outro dia o juramento de solidão virou sua prisão.
Viajando no passado encontro isto: Duas páginas vazias Não três, nem uma, mas duas Dois momentos desconhecidos e mais algumas linhas vazias E depois uma palavra perdida sem continuação "Não" Não prova que vive em repreensão Não por medo e esquecimento Não, não porque é assim
Você vivia. Subitamente sua vida sumiu. Subitamente você percebe que já não vivia. Percebe que o tempo corre sempre em velocidades diferentes. Mas aquilo que você não percebe é que ele corre em função da sua própria velocidade. É quando você descobre, já não tão subitamente, que dos últimos meses você não lembra quase nada... É quando o passado distante torna-se mais próximo do que o mais próximo... E você viveu dois anos em um, cujo tempo, o seu próprio tempo, foi de apenas meio... E o adeus ficou próximo. E agora o tempo parece curto... E você já não compreende mais o destino. Agora você quer voltar para viver... Mas o tempo continua avançando... Agora corra na chuva, lute contra o vento, dance para o sol, deite no chão e veja mais que o teto, brilhe com as estrelas, sorria para a noite... Deixe a vida resplandecer em seus olhos. Quem sabe isso faça o tempo passar em outro tempo. Quem sabe você descubra que por trás daquelas nuvens vermelhas existe um sol. Quem sabe o adeus vire um destino distante. E o hoje possa durar para sempre. E quem sabe você encontre uma lembrança permanente....
Uma pontada e um corte Uma dor e outro corte Uma dor e uma gota E outra gota e outra gota... Uma gota e uma ferida Uma ferida e pinga a vida Uma vida e uma morte
Começa com a motivação: "Quanto mais cedo você começar, mais cedo sairá desse lugar..." Seguida por morbidez e, posteriormente, culpa: "Preciso estudar, preciso continuar..."
Espere! Faltam datas: 17/11/2009 2:45(-9) da tarde.
Resolvi me dedicar a uma promessa. Não é nada profundo, com uma bela história ou um final feliz. (Até mesmo porque o final não existe) Ultimamente o lado sombrio dessa minha cabeça oca tem obliterado(adoro essa palavra: obliterar, diz tudo em tão pouco...) o lado sonhador, colorido, estrelado, com lantejoulas e ovelhinhas saltitantes (sim, esse lado existe, acreditem!) da minha "oquidão" (neologismo profundamente vazio esse, ou nem tanto assim...) substancial eloquentemente sobejada de pulsos criativos de idéias frenéticas, indecisas, radioativas (sério) e pouco racionais. (em resumo, da minha mente) O mistério da escuridão é o mistério. Ou nem tanto. Na verdade, hoje errei. Hoje menti. Há dez minutos sangrei propositalmente e mesmo depois de tantos erros e comportamentos estúpidos, com explicações mentirosas mais estúpidas ainda resolvi fazer uma promessa. E foi ontem a noite! Logo depois que escovei os dentes, ou durante... (provavelmente naqueles cinco minutos que fiquei parada encarando a pasta de dente)Ah! Isso já não importa mais! Resolvi cumprir agora. Prometi. Compreensível seria se uma dúvida se instaurasse aqui. (mais compreensível ainda seria que não, já que até mesmo eu teria parado de ler depois de tanta enrolação) Mas quanto a dúvida: qual a promessa não falarei, pois, se eu não cumprir, alguém pode me cobrar... Mas garanto, fará a luz voltar! (e não me refiro ao apagão da semana passada) Dos projetos abro mão por um tempo... As ovelhinhas estão meio mortas sabe... Mas já me alonguei demais em retificações. Vou indo antes que o lado sombrio volte.
Ah! Claro! Alguém, por obséquio, revive minhas ovelhinhas?
Não queria respostas Não tinha perguntas Queria motivos Razões para continuar Porque, na verdade, desistira Agora perdia tempo Tempo que não mais possuía
Tempo é para aquilo que vive O mesmo tempo que levou tudo aquilo seu que vivia O tempo Não é mais meu tempo A vida Já não é mais minha
Tudo que era e queria ser Tudo guardado no seu próprio ser Não sorri, não brilha, não grita Cala-se Guarda tudo em si O bom, o ruim Não aguenta Explode E então... O triste fim
Uma vontade repentina de deixar a chuva cair de seus olhos. Um dia acordado em uma eterna ilusão. Por que essa crise e essa dor? O ontem já não existia As palavras viraram um sonho inacabado E o sorriso uma lembrança longínqua
Fecharia os olhos para nunca mais ver o sol Mas a escuridão só alimenta essa agonia que recobre o corpo vazio. A dor de viver A melancolia constante e sem razão
Um arrepio na espinha Um aperto que impede engolir Uma cabeça que explode de tanto sentir Um corpo vazio e sem forças E uma queda. O chão é duro e imundo Sujo como aquela ferida Impuro como aquele desespero
Não se movia Apenas chovia. Espere o amanhã acabar com mais essa tempestade Espere o amanhã... O hoje morreu sem essa luz que brilha O hoje morreu sem esse sol que ilumina E o sorriso se foi nessa nuvem em pranto Cinza azulada Agora vermelha de sofrimento
Acabara por hoje Desfalecera por hoje. O amanhã chegará Secando essa crise que não tem hora E nenhum motivo
Vim avisar que encontrei. Não estavam no dicionário. Provavelmente não constam em livro algum. Então, encontrei as palavras... Estavam ali, guardadas em uma caixa com alguns outros compostos... Agora não podem fluir... O rio já secou. Rio que corre para o mar. É o mar, salgado como o mar, como... (breve momento alucinativo) Esqueçam o mar! Alguém viu essas gotas do humor? Dessa vez não estão na caixa. Na caixa estão os lencinhos...
Então surgiu a complexidade Até entendia o porquê do céu ser azul Ou o porquê das estrelas brilharem Mas não entendo a razão da saudade E nem pra que servem as unhas do pé Não entendo essas heranças primitivas Muito menos essas necessidades modernas estúpidas Não entendo a vida Não entendo nada
(obs: vem do passado, pois do agora nada encontro)