Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sobre a vida, saudades e montanhas-russas

Hoje descobri que nesses últimos meses escrevi muito naquela página em branco, que era minhas lembranças. Acho que vivi... depois de tanto tempo em branco, acho que vivi. E quem sabe eu nunca tivesse vivido tanto em tão pouco tempo... Então o adeus chegou.
Mas hoje eu sei que as lágrimas que derrubei ontem foram a única e mais sincera maneira de dizer quantas saudades vou sentir.
Aprendi também que o adeus é momentâneo... Porque, se as montanhas-russas do outro dia me ensinaram alguma coisa, uma foi que são repletas de subidas, quedas, curvas e loopings que provocam tonturas, mas, mesmo assim, sempre há uma volta, mesmo que para isso você tenha que fazer todo o caminho inverso de costas.
E ensinaram porque, de certa forma, a vida é assim. E como nela, aquela trava sempre parece meio solta... E, mesmo sabendo que tudo ficará bem, é sempre bom ter um pouco de medo e verificar mais uma vez se ela está mesmo presa... Desde que esse medo não te impeça de aproveita-la.

Mas, ao fim disso tudo, existe algo em especial...
Provavelmente eu jamais conseguirei retribuir cada sorriso, cada palavra ouvida e tantas outras coisas... Então, obrigada por tudo, tudo mesmo :]
E perdoe-me pela fadiga excessiva...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Entendimento

Esse ano você mudou tantas vezes que voltou a ser aquilo que você era.. Você?
E então você cresceu muito mais que esperava em um ano. E você também não estranhou quando percebeu que até mesmo no meio dessas milhões de pessoas você se sentia só.
Tão só quanto se sente a tantos anos.
Até que algumas palavras e a capacidade de ouvir e o não julgar fazem você esquecer essa solidão por um segundo. Um grande segundo.
E você parte porque já é uma ação inerente a você, já não pertence mais ás suas escolhas.
E suas promessas desabam como chuva, que cai sobre guarda-chuvas amarelos, verdes, vermelhos e negros. E você alaga a cidade com seus medos e incertezas...

E a única solução continua sendo aquela: viver

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Partir

Quem sabe o medo explique esta dúvida.
Tudo que li ou ouvi só quis dizer que a rara determinação de viver, quase inexistente agora inclusive, é proposital.
Como se a falta de motivação fosse apenas por necessidade de chamar atenção.
Raciocínio incompreensível.
Até mesmo porque a preocupação torna-se preocupante, porém incrivelmente compreensiva e compreensível.
Quem sabe isso explique o querer ficar... Ou senão o querer sumir.
A descrença, a falta de ouvidos... o medo.
O medo do passado mudo, circundado por surdos e cegos.
Isso provavelmente explica.

E, por falta de opção, chega a hora de partir...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Noite do compasso interminável

As luzes cantam a harmonia da solidão.
Mesma noite que faz dos olhos o mar da aflição.

Noite que não acaba em amanhecer
Com olhos ardidos se encerra
Em tom esmurecedor

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Lágrimas da noite eterna

Naquela noite pude ouvir o som das luzes piscando no relento.
A música lampejava repetidamente...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Palavras vazias

Odeio tudo que escrevo!
Existiu um tempo que gostava
Agora odeio
Mas continuo escrevendo
Para acreditar que ainda existo

Sem essas linhas tolas
Nada deixo como prova

domingo, 27 de dezembro de 2009

Cuidado verdadeiro

Essa preocupação sincera
Como é difícil entender
Mais ainda é aceitar sem sentir culpa
E agradeço mesmo ao chorar
Toda palavra e cada silêncio reconfortante

Ainda vou falar
Basta compreender

domingo, 20 de dezembro de 2009

Motivo do ser

Fez da sua vida a solidão no dia que jurou não mais temer, nem sorrir, nem chorar.
Viu na solidão a sua liberdade.
E realmente foi a liberdade, mas por tão pouco tempo que no outro dia o juramento de solidão virou sua prisão.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Compreensão

Você vivia.
Subitamente sua vida sumiu. Subitamente você percebe que já não vivia.
Percebe que o tempo corre sempre em velocidades diferentes. Mas aquilo que você não percebe é que ele corre em função da sua própria velocidade.
É quando você descobre, já não tão subitamente, que dos últimos meses você não lembra quase nada... É quando o passado distante torna-se mais próximo do que o mais próximo... E você viveu dois anos em um, cujo tempo, o seu próprio tempo, foi de apenas meio...
E o adeus ficou próximo. E agora o tempo parece curto...
E você já não compreende mais o destino.
Agora você quer voltar para viver... Mas o tempo continua avançando...
Agora corra na chuva, lute contra o vento, dance para o sol, deite no chão e veja mais que o teto, brilhe com as estrelas, sorria para a noite... Deixe a vida resplandecer em seus olhos.
Quem sabe isso faça o tempo passar em outro tempo. Quem sabe você descubra que por trás daquelas nuvens vermelhas existe um sol.
Quem sabe o adeus vire um destino distante.
E o hoje possa durar para sempre.
E quem sabe você encontre uma lembrança permanente....

Portanto viva.
Viva

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Hoje do ontem

Ideias condensadas e já liquefeitas
Ideias
Nunca concretas

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Começo ao fim

Uma pontada e um corte
Uma dor e outro corte
Uma dor e uma gota
E outra gota e outra gota...
Uma gota e uma ferida
Uma ferida e pinga a vida
Uma vida e uma morte

Morre...

sábado, 21 de novembro de 2009

Ontem

Condensando pensamentos...
Não estavam no estado certo
Agora já transbordam por ai...

Amanhã é amanhã
E só

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Prosa interior

Começa com a motivação:
"Quanto mais cedo você começar, mais cedo sairá desse lugar..."
Seguida por morbidez e, posteriormente, culpa:
"Preciso estudar, preciso continuar..."

Espere! Faltam datas:
17/11/2009
2:45(-9) da tarde.

domingo, 8 de novembro de 2009

Encontradas

Vim avisar que encontrei.
Não estavam no dicionário. Provavelmente não constam em livro algum.
Então, encontrei as palavras...
Estavam ali, guardadas em uma caixa com alguns outros compostos...
Agora não podem fluir... O rio já secou.
Rio que corre para o mar. É o mar, salgado como o mar, como... (breve momento alucinativo) Esqueçam o mar!
Alguém viu essas gotas do humor? Dessa vez não estão na caixa.
Na caixa estão os lencinhos...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Princípio

Vivo.
E tanto vivo que vivo e morro a cada dia um pouco.
De tanto morrer deixaria um dia de viver...

Isso só precede o que ainda vem em breve
Na meia-noite que morre um dia e vive o outro
Em breve...

domingo, 25 de outubro de 2009

Melancolia

Todas aquelas cicatrizes
Resultados das suas tentativas de esquecer
As lágrimas que relutam em cair
Como o sangue que se recusa a jorrar

Os olhos cheios
A pele rasgada
Não tinha sangue
Não tinha lágrimas

Quem sabe morrera
Mas insistia em continuar andando

me.lan.co.li.a
: sj. Tristeza vaga e persistente

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Chega...

Madrugada que vem e passa
Me leva
Para o infinito e nunca mais

Nunca mais
Nunca...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sorria :D

Andando na vida... Estudando
E ali em frente estava:
Cemitério da Consolação.
Jazigos, esculturas e adornos
Mil obras de arte...
E uma constante reflexão
Dos corpos em decomposição.
Sussurravam uma história
Que morre fétida nesse chão

E encoberta por terra
Uma pútrida beleza
Terminal e já tão certa ela chega
Com uma única certeza

Sorria
Nós vamos todos morrer...
Vamos todos apodrecer

Sorria
Se podres já não estivermos...

domingo, 30 de agosto de 2009

Sobejado fluxo de consciência... (Raciocínio em execesso)

Pensava...
E quanto mais pensava mais lembrava.
E mais percebia tudo aquilo que tentava evitar.

Quanto mais pensava mais lembrava
De tudo aquilo que trazia dor.

Mas passava e, como sempre, esquecia.

Melhor mesmo é parar de pensar.
E esquecer por completo.
Para viver enfim.

Mas para isso teria que deixar de viver
E o sentido de tudo acabaria.

Contradição da dor, contradição da vida
Não tem começo e não tem fim.
Apenas acontece.

Meio exacerbado de ser.
Maneira estranha de viver.

Quanto mais estranha mais sentido parece ter.
Ou tenta ter...
Ou apenas deixa de existir.