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sábado, 20 de fevereiro de 2010

(Mais uma vez) Sobre a vida,mudanças e despedidas

E hoje novamente parto. Não para fugir, mas quem sabe para viver.
É que a vida tem sido assim... Muitas curvas, breves visitas e constantes despedidas.
Despedidas que são como se deixasse parte de mim em cada uma delas..
Ontem, ao olhar aquelas imagens de outros tempos percebi: tudo é diferente agora.(E não me excluo desse tudo)
Não era outra vida, outras vidas não virão. Somente novas curvas.
Vivi pela tangente tanto tempo que não percebi o quanto precisava dessas mudanças e quantas delas me encaminhavam para oque, quem e tudo aquilo que eu procurava a tanto tempo e não sabia.
Quem sabe hoje eu saiba que as estradas que não segui no passado já não importam.. Esse era o caminho certo. Como se possuísse um mapa que já estava desenhado a muito tempo...

Quem sabe aqui seja como a vida por um tempo:
Breves visitas e constantes despedidas... Preciso descobrir tudo que perdi quando da vida eu me perdi...

E as palavras ainda soam incompreensíveis

sábado, 26 de dezembro de 2009

Chão

Eram verdes e caiam
Agora vermelhas ainda caem

Não importa o quão maduro está o fruto

Sempre caimos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Melodia

A melodia ideal
Aquela tão melancólica
Que de tão profunda torna-se bela
E esconde tudo da maneira perfeita

Não era mais a melodia ideal
Era no máximo uma melodia
Como tantas outras que existem

Não é que não seja bela
Tem lá seus encantos
Mas a tristeza profunda e carregada de lembranças
Fez dela apenas uma melodia
Uma triste melodia

domingo, 13 de dezembro de 2009

Subterfúgio interior

Acreditava que fugira para longe
Até finalmente descobrir que fugira para dentro
E tornou-se um ser tão profundo
Que a si não compreendia

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Andar despercebido

Guarda-chuvas flutuantes
Porque a chuva continua a cair
Em pessoas invisíveis
E na certeza absoluta virou duvida

O medo engole tudo
Sem nem abrir a boca

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Compreensão

Você vivia.
Subitamente sua vida sumiu. Subitamente você percebe que já não vivia.
Percebe que o tempo corre sempre em velocidades diferentes. Mas aquilo que você não percebe é que ele corre em função da sua própria velocidade.
É quando você descobre, já não tão subitamente, que dos últimos meses você não lembra quase nada... É quando o passado distante torna-se mais próximo do que o mais próximo... E você viveu dois anos em um, cujo tempo, o seu próprio tempo, foi de apenas meio...
E o adeus ficou próximo. E agora o tempo parece curto...
E você já não compreende mais o destino.
Agora você quer voltar para viver... Mas o tempo continua avançando...
Agora corra na chuva, lute contra o vento, dance para o sol, deite no chão e veja mais que o teto, brilhe com as estrelas, sorria para a noite... Deixe a vida resplandecer em seus olhos.
Quem sabe isso faça o tempo passar em outro tempo. Quem sabe você descubra que por trás daquelas nuvens vermelhas existe um sol.
Quem sabe o adeus vire um destino distante.
E o hoje possa durar para sempre.
E quem sabe você encontre uma lembrança permanente....

Portanto viva.
Viva

sábado, 14 de novembro de 2009

Ânimo

Não queria respostas
Não tinha perguntas
Queria motivos
Razões para continuar
Porque, na verdade, desistira
Agora perdia tempo
Tempo que não mais possuía

Tempo é para aquilo que vive
O mesmo tempo que levou tudo aquilo seu que vivia
O tempo
Não é mais meu tempo
A vida
Já não é mais minha

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Passado: Reflexo do presente

Tudo que era e queria ser
Tudo guardado no seu próprio ser

Não sorri, não brilha, não grita
Cala-se
Guarda tudo em si
O bom, o ruim
Não aguenta

Explode
E então...

O triste fim

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Entardecer

Uma vontade repentina de deixar a chuva cair de seus olhos.
Um dia acordado em uma eterna ilusão.
Por que essa crise e essa dor?
O ontem já não existia
As palavras viraram um sonho inacabado
E o sorriso uma lembrança longínqua

Fecharia os olhos para nunca mais ver o sol
Mas a escuridão só alimenta essa agonia que recobre o corpo vazio.
A dor de viver
A melancolia constante e sem razão

Um arrepio na espinha
Um aperto que impede engolir
Uma cabeça que explode de tanto sentir
Um corpo vazio e sem forças
E uma queda.
O chão é duro e imundo
Sujo como aquela ferida
Impuro como aquele desespero

Não se movia
Apenas chovia.
Espere o amanhã acabar com mais essa tempestade
Espere o amanhã...
O hoje morreu sem essa luz que brilha
O hoje morreu sem esse sol que ilumina
E o sorriso se foi nessa nuvem em pranto
Cinza azulada
Agora vermelha de sofrimento

Acabara por hoje
Desfalecera por hoje.
O amanhã chegará
Secando essa crise que não tem hora
E nenhum motivo

domingo, 8 de novembro de 2009

Encontradas

Vim avisar que encontrei.
Não estavam no dicionário. Provavelmente não constam em livro algum.
Então, encontrei as palavras...
Estavam ali, guardadas em uma caixa com alguns outros compostos...
Agora não podem fluir... O rio já secou.
Rio que corre para o mar. É o mar, salgado como o mar, como... (breve momento alucinativo) Esqueçam o mar!
Alguém viu essas gotas do humor? Dessa vez não estão na caixa.
Na caixa estão os lencinhos...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Complexidade (Vem do passado)

Então surgiu a complexidade

Até entendia o porquê do céu ser azul

Ou o porquê das estrelas brilharem
Mas não entendo a razão da saudade
E nem pra que servem as unhas do pé
Não entendo essas heranças primitivas
Muito menos essas necessidades modernas estúpidas
Não entendo a vida
Não entendo nada



(obs: vem do passado, pois do agora nada encontro)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fim de dia

Na noite em que as luzes converteram-se em algo que voava...
Graciosamente pousou
E misteriosamente sumiu.
Na noite em que as palavras soavam distantes...
Uma voz
E depois o silêncio.