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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sem a vida das palavras

O último foi o último
Foi sobre os últimos
Os últimos dias que vivi
Os últimos dias que sorri
Os últimos tempos que senti existir
Pertenci a algum lugar
Importava a poucos olhos

Essas semanas se arrastaram com tanta chuva
Nem ao céu eu fui bem vinda
Retorno à solidão acompanhada
Mas agora em um outro canto do passado

Se existe volta? Eu já não sei...
Nada é muito certo
E aqui dentro é um vazio tão grande
Nem de ar se enche
Muito menos de palavras!

Hoje sobram apenas aquela página de linhas a tão pouco preenchidas e a chuva que continua caindo do céu dos seus olhos
Portanto, protege com força essa página escrita com letras miúdas
Nesse vazio todo...
É tudo que te resta!


(Encerro as atividades)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Eterna batalha

A vida é uma guerra
Acaba encaminhando-se para um fim
E mesmo que feliz, mesmo ascendendo esperança
Carrega consigo milhares de mortes e feridas
Marcas eternas de sacrifícios
Tantas vezes inúteis

A guerra termina e dor
E a vida...
Só trás sofrimento

No fim não há vida que compense a guerra
No fim resta apenas a dor
Acompanhada pela inevitável e esperada morte

domingo, 20 de dezembro de 2009

Motivo do ser

Fez da sua vida a solidão no dia que jurou não mais temer, nem sorrir, nem chorar.
Viu na solidão a sua liberdade.
E realmente foi a liberdade, mas por tão pouco tempo que no outro dia o juramento de solidão virou sua prisão.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Não

Viajando no passado encontro isto:
Duas páginas vazias
Não três, nem uma, mas duas
Dois momentos desconhecidos e mais algumas linhas vazias
E depois uma palavra perdida sem continuação
"Não"
Não prova que vive em repreensão
Não por medo e esquecimento
Não, não porque é assim

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Melodia

A melodia ideal
Aquela tão melancólica
Que de tão profunda torna-se bela
E esconde tudo da maneira perfeita

Não era mais a melodia ideal
Era no máximo uma melodia
Como tantas outras que existem

Não é que não seja bela
Tem lá seus encantos
Mas a tristeza profunda e carregada de lembranças
Fez dela apenas uma melodia
Uma triste melodia

sábado, 14 de novembro de 2009

Ânimo

Não queria respostas
Não tinha perguntas
Queria motivos
Razões para continuar
Porque, na verdade, desistira
Agora perdia tempo
Tempo que não mais possuía

Tempo é para aquilo que vive
O mesmo tempo que levou tudo aquilo seu que vivia
O tempo
Não é mais meu tempo
A vida
Já não é mais minha

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Passado: Reflexo do presente

Tudo que era e queria ser
Tudo guardado no seu próprio ser

Não sorri, não brilha, não grita
Cala-se
Guarda tudo em si
O bom, o ruim
Não aguenta

Explode
E então...

O triste fim