quarta-feira, 31 de março de 2010

O incerto intricado

Tenho enrolado meu medo
Ou meu medo me enrolado
Ou ainda algo parecido

Por que essa existência tão dificultada?
Alguém me explica esse medo de falar...
Qual o motivo de questões tão complicadas?

terça-feira, 30 de março de 2010

Temor do incerto fato

Quem sabe meia dúzia de palavras mudem muito...
Estranho medo que me governa...
São essas reações que me aguardam

segunda-feira, 29 de março de 2010

A dor de deixa-lo

Foi então que entendeu:
Sempre chove um pouco nesse canto do seu mundo...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cronogramando o cronograma dessa vida

Esse sono e tudo espalhado
Cronogramando o dia...
Dia começa ao despertar:
Alarme furioso
(Irritante)
Acaba ao fechar os olhos:
Madrugada insólita
(Ranger de dentes)
E entre os dois atos
Cronograma:
Ordem nessa vida!

domingo, 21 de março de 2010

Não terrestre e sua busca por um novo mundo

Então chegou o dia de deixar seu mundo
E derrepente viu-se assim:
Perdido em uma linha entre dois pontos...

sábado, 13 de março de 2010

Quando a fome bate e instalam sua cortina:

(Furam paredes, surgem palavras)

Hoje acredito: tudo parece bem
Não é bem uma certeza
é uma idéia
Idéias, nunca certezas
Nunca concretas...


(original de 26/02/10-12:43)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Não seres terrestres

Todos possuem seu mundo interior...
Deixa-lo é uma opção
Viver
é uma opção...

sábado, 6 de março de 2010

As crônicas do dia (Agilidade novamente por favor)

Hoje vim aqui, sem rascunho e sem contatos com o mundo... (isso significa que não tenho internet no momento). Não é bem minha culpa, mas é que terça-feira da semana passada significa quarta- feira da semana que vem para as pessoas que me "contactariam" com esse mundo.
Mas então, é que o mundo, não esse mundo todo, mas o mundo que vejo, acorda cada dia mais estranho. Ou quem sabe eu acorde cada dia mais estranha. Não um estranho ruim, também não um estranho bom, se é que existe estranho bom, (até existe, mas é mais estranho ainda) mas um estranho assim, estranho. (sim, eu também não entendi e não tendo entender)
Mas concluindo, essa é a volta do que nunca foi ou nunca voltou ou eu nem sei mais o que estou dizendo.
Enfim, melhor ir embora antes que minha cabeça embole. (e olha que embola mesmo)
Um dia volto de nunca ir...

terça-feira, 2 de março de 2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

(Mais uma vez) Sobre a vida,mudanças e despedidas

E hoje novamente parto. Não para fugir, mas quem sabe para viver.
É que a vida tem sido assim... Muitas curvas, breves visitas e constantes despedidas.
Despedidas que são como se deixasse parte de mim em cada uma delas..
Ontem, ao olhar aquelas imagens de outros tempos percebi: tudo é diferente agora.(E não me excluo desse tudo)
Não era outra vida, outras vidas não virão. Somente novas curvas.
Vivi pela tangente tanto tempo que não percebi o quanto precisava dessas mudanças e quantas delas me encaminhavam para oque, quem e tudo aquilo que eu procurava a tanto tempo e não sabia.
Quem sabe hoje eu saiba que as estradas que não segui no passado já não importam.. Esse era o caminho certo. Como se possuísse um mapa que já estava desenhado a muito tempo...

Quem sabe aqui seja como a vida por um tempo:
Breves visitas e constantes despedidas... Preciso descobrir tudo que perdi quando da vida eu me perdi...

E as palavras ainda soam incompreensíveis

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sem a vida das palavras

O último foi o último
Foi sobre os últimos
Os últimos dias que vivi
Os últimos dias que sorri
Os últimos tempos que senti existir
Pertenci a algum lugar
Importava a poucos olhos

Essas semanas se arrastaram com tanta chuva
Nem ao céu eu fui bem vinda
Retorno à solidão acompanhada
Mas agora em um outro canto do passado

Se existe volta? Eu já não sei...
Nada é muito certo
E aqui dentro é um vazio tão grande
Nem de ar se enche
Muito menos de palavras!

Hoje sobram apenas aquela página de linhas a tão pouco preenchidas e a chuva que continua caindo do céu dos seus olhos
Portanto, protege com força essa página escrita com letras miúdas
Nesse vazio todo...
É tudo que te resta!


(Encerro as atividades)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sobre a vida, saudades e montanhas-russas

Hoje descobri que nesses últimos meses escrevi muito naquela página em branco, que era minhas lembranças. Acho que vivi... depois de tanto tempo em branco, acho que vivi. E quem sabe eu nunca tivesse vivido tanto em tão pouco tempo... Então o adeus chegou.
Mas hoje eu sei que as lágrimas que derrubei ontem foram a única e mais sincera maneira de dizer quantas saudades vou sentir.
Aprendi também que o adeus é momentâneo... Porque, se as montanhas-russas do outro dia me ensinaram alguma coisa, uma foi que são repletas de subidas, quedas, curvas e loopings que provocam tonturas, mas, mesmo assim, sempre há uma volta, mesmo que para isso você tenha que fazer todo o caminho inverso de costas.
E ensinaram porque, de certa forma, a vida é assim. E como nela, aquela trava sempre parece meio solta... E, mesmo sabendo que tudo ficará bem, é sempre bom ter um pouco de medo e verificar mais uma vez se ela está mesmo presa... Desde que esse medo não te impeça de aproveita-la.

Mas, ao fim disso tudo, existe algo em especial...
Provavelmente eu jamais conseguirei retribuir cada sorriso, cada palavra ouvida e tantas outras coisas... Então, obrigada por tudo, tudo mesmo :]
E perdoe-me pela fadiga excessiva...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Entendimento

Esse ano você mudou tantas vezes que voltou a ser aquilo que você era.. Você?
E então você cresceu muito mais que esperava em um ano. E você também não estranhou quando percebeu que até mesmo no meio dessas milhões de pessoas você se sentia só.
Tão só quanto se sente a tantos anos.
Até que algumas palavras e a capacidade de ouvir e o não julgar fazem você esquecer essa solidão por um segundo. Um grande segundo.
E você parte porque já é uma ação inerente a você, já não pertence mais ás suas escolhas.
E suas promessas desabam como chuva, que cai sobre guarda-chuvas amarelos, verdes, vermelhos e negros. E você alaga a cidade com seus medos e incertezas...

E a única solução continua sendo aquela: viver

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Partir

Quem sabe o medo explique esta dúvida.
Tudo que li ou ouvi só quis dizer que a rara determinação de viver, quase inexistente agora inclusive, é proposital.
Como se a falta de motivação fosse apenas por necessidade de chamar atenção.
Raciocínio incompreensível.
Até mesmo porque a preocupação torna-se preocupante, porém incrivelmente compreensiva e compreensível.
Quem sabe isso explique o querer ficar... Ou senão o querer sumir.
A descrença, a falta de ouvidos... o medo.
O medo do passado mudo, circundado por surdos e cegos.
Isso provavelmente explica.

E, por falta de opção, chega a hora de partir...

sábado, 2 de janeiro de 2010

Breve

O tempo não explica muita coisa...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Virada

Nessa noite nada terminou
E nada terminará
A não ser a própria noite

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Noite do compasso interminável

As luzes cantam a harmonia da solidão.
Mesma noite que faz dos olhos o mar da aflição.

Noite que não acaba em amanhecer
Com olhos ardidos se encerra
Em tom esmurecedor

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Lágrimas da noite eterna

Naquela noite pude ouvir o som das luzes piscando no relento.
A música lampejava repetidamente...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Palavras vazias

Odeio tudo que escrevo!
Existiu um tempo que gostava
Agora odeio
Mas continuo escrevendo
Para acreditar que ainda existo

Sem essas linhas tolas
Nada deixo como prova

domingo, 27 de dezembro de 2009

Cuidado verdadeiro

Essa preocupação sincera
Como é difícil entender
Mais ainda é aceitar sem sentir culpa
E agradeço mesmo ao chorar
Toda palavra e cada silêncio reconfortante

Ainda vou falar
Basta compreender

sábado, 26 de dezembro de 2009

Chão

Eram verdes e caiam
Agora vermelhas ainda caem

Não importa o quão maduro está o fruto

Sempre caimos

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Absurdo

Desgraça
"Quando sem tempo a primeira coisa que largamos é aquilo que gostamos"
E mais uma vez essas palavras estavam certas
Desgraça porque estavam certas
Mas não eram a resposta
Não a completa
Não era só o tempo
Era também a falta de sentimento

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Eterna batalha

A vida é uma guerra
Acaba encaminhando-se para um fim
E mesmo que feliz, mesmo ascendendo esperança
Carrega consigo milhares de mortes e feridas
Marcas eternas de sacrifícios
Tantas vezes inúteis

A guerra termina e dor
E a vida...
Só trás sofrimento

No fim não há vida que compense a guerra
No fim resta apenas a dor
Acompanhada pela inevitável e esperada morte

domingo, 20 de dezembro de 2009

Motivo do ser

Fez da sua vida a solidão no dia que jurou não mais temer, nem sorrir, nem chorar.
Viu na solidão a sua liberdade.
E realmente foi a liberdade, mas por tão pouco tempo que no outro dia o juramento de solidão virou sua prisão.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Não

Viajando no passado encontro isto:
Duas páginas vazias
Não três, nem uma, mas duas
Dois momentos desconhecidos e mais algumas linhas vazias
E depois uma palavra perdida sem continuação
"Não"
Não prova que vive em repreensão
Não por medo e esquecimento
Não, não porque é assim

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Melodia

A melodia ideal
Aquela tão melancólica
Que de tão profunda torna-se bela
E esconde tudo da maneira perfeita

Não era mais a melodia ideal
Era no máximo uma melodia
Como tantas outras que existem

Não é que não seja bela
Tem lá seus encantos
Mas a tristeza profunda e carregada de lembranças
Fez dela apenas uma melodia
Uma triste melodia

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Subterfugio exterior

Fugir parecia uma opção
Fugir parece uma obrigação

Não quero mais fugir...

domingo, 13 de dezembro de 2009

Subterfúgio interior

Acreditava que fugira para longe
Até finalmente descobrir que fugira para dentro
E tornou-se um ser tão profundo
Que a si não compreendia

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ausência de progressão temporal

Perdoem-me pela ausência...
Tenho vivido um texto descritivo
E a febre desnaturou meus pensamentos

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Andar despercebido

Guarda-chuvas flutuantes
Porque a chuva continua a cair
Em pessoas invisíveis
E na certeza absoluta virou duvida

O medo engole tudo
Sem nem abrir a boca