quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Os tempos

Quanto tempo já passou?
Um ano? Pouco menos? Ou quem sabe foi o tempo que se distorceu de uma maneira incomum.
Pensava que era, não, na verdade não pensava.
As mesmas imagens repetindo-se constantemente. Como a mesma única e inútil frase que soa repetidamente sem começo, nem fim, sem continuação e sem nada.

É aquela coisa que volta e desespera...
E que manteve o silêncio

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Decisão (viajante)

Agora perdido no tempo
Via a vida passar

É isso que você quer ou você apenas se conforma?

.......... Continuou caminhando

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"Ainda é cedo"

Essa noite o sono não acomoda
São os sussurros daqueles tempos
Encontrando, ferindo e esmaecendo
Mais uma vez e outra vez e novamente
... e sempre

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Visitas

Pessoas chegaram e deixei aquele meu caderno de palavras de solidão na cômoda do comodo ao lado...
Agora partem.
E ele volta para o meu aconchego...

sábado, 9 de outubro de 2010

Para dizer adeus

Não sabia quando tinha nascido e nem como chegara até ali.
Tanta coisa perdida por pura falta de cuidado...
Mas finalmente sentiu ter encontrado um lugar para existir.
Foi como sorrir pela primeira vez.
Sentimentos que passaram a existir sem nenhuma dificuldade afinal.

Olhou para trás e sem nenhum ressentimento disse adeus.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Quedas e reflexões

Foi assim:
Preenchendo os espaços para lembranças, tão disponíveis em mim.
E aquelas quedas me fizeram lembrar e também perceber aquilo que na época não imaginava. Na verdade confesso que jamais imaginaria.
E agora sei: mesmo que por um infortúnio eu quisesse, jamais esquecerei.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Distorções

Mais um daqueles dias que as escadas parecem subir de um abismo e você não passa de um alguém infimo...
Ainda se a "idade" me fosse boa...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Faltou entender...

Desespero?
É apenas um medo...
Ainda assim um desespero!

Um novo dia já começou...
...e eu ainda nem terminei!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

(convivência)

Hoje vim aqui para dizer que nos últimos dias entendi.
Na verdade não entendi... Quem sabe eu tenha deixado isto mais claro na minha cabeça. (Ou mais ameno ao menos)
E você pode estar se perguntando: "isto?"(ou não, sua paciência pode ser menor, mas calma lá!)
É que tudo que me aconteceu nesse último ano que se completa por essas épocas (ou nem bem um ano, mas mais que meio) antes era incompreensível e pesado, ou pouco ameno afinal. Então foi assim que começou: no fundo ainda sou quem sou, aquilo que nunca deixei realmente de ser(sabe?), que nasci sendo e venho sendo e pretendo ser e continuar sendo por nenhum motivo em especial, apenas ser. (calma)
Mas não foi disso que vim falar. (apesar de ser parte)
É que era incompreensível. (já disse isso?)
E meio de repente todos aqueles anos de convivência viraram um nada perdido em alguma linha dessa vida.(se é que nadas se perdem e vidas tem linhas, mas você entende, eu acho)
E eu suspeitava de uma mudança abrupta! (não minha, mas que no fim julguei como minha, e adianto que erroneamente em ambas as partes)
Agora entendi (ou quase isso, já expliquei). É que nessa cabeça (que boa nunca foi) a personalidade devia ser íntegra. Mas percebo que muitas vezes deixam de ser (deixam, não é bem a minha)
Então a vida virou um mais vale a popularidade do que ser!(?) Ser quem você nasceu pra ser... (e toda aquela conversa de ser)
Demorei para ver. E agora chego no motivo de vir aqui. (não, ainda não tinha chegado, foi tudo enrolação, desculpe)
No fim (ou começo) de tudo, uma semana de conversa me foi tão significativa quanto oito anos de convivência. Convivência!
Realmente não ocorreu mudança abrupta. Abri os olhos e vi: algumas personalidades se perderam... E acredito que preferi continuar sendo parte do cenário para todos menos uma meia duzia espalhada pelo mundo.
E foi só isso....

Só para constar... Se for para ser do cenário, avisem que quero ser uma árvore e nada mais...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Luz que se apaga sem vida

Um sorriso perdido
Um suspiro indagado
E uma nota solitária
Ressonando em profunda melancolia

Um grande erro de destino
Como tantos outros
E novamente:
Qual o sentido disso tudo?

domingo, 19 de setembro de 2010

Luz de uma vida...

Percebeu um erro aqui
Como seria possível,
Como seria justo,
Como seria correto,
Essa luz hoje viver em um mundo assim?

Um mundo todo escuro
Plena escuridão sem sentido
Atacando sonhos
Destruindo caminhos

Tão injusto
Tão errado
...
Qual o sentido disso tudo?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

...Ou quem sabe total

Um sentimento confuso
Aquilo que deveria esquecer
(E ao mesmo tempo lembrar)
Aquilo que queria compreender
Com tudo isto incluso

Um sentimento confuso
Incrustado de tantos outros inexplicáveis

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Uma quase nostalgia...

Memórias nunca esquecidas
Como lembranças antigas
Dos velhos tempos que continuam novos

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

E o tempo passou

Parado no tempo
Olhava o passado encontrando o futuro

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Aguardando

Só mais um minuto
E tudo terá forma

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Partículas

Somos apenas partículas de energia carregadas e interagindo nesse meio!
Não sei de onde vieram
E nem para onde vamos
Mas existem!
Isso eu garanto...

domingo, 29 de agosto de 2010

Percepção

Desviou o caminho
O som das folhas secas quebrando em seus passos

Solitário e reconfortante

sábado, 28 de agosto de 2010

Atenção

Escuta!
Escuta essa voz que grita, escuta!

Cada morte é uma nova vida
Cada vida uma nova despedida

E uma saudade que fica...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

(vontade, pusilanimidade e... café?)

Hoje vim aqui dizer que continuo com aquela falta de idéias....
Nem bem idéias... Elas existem..(?) Me falta é a vontade de organiza-las e fazer delas algo legível (para mim inclusive)
As tardes tem sido assim... Sabe quando você já não sabe o que fazer, pensar, dizer... e então discute com você mesmo sobre a qualidade da sua comida? Pois é... Não, não a sua, a minha, o sua seria a minha mesmo, mas em outra visão de pensamento... Enfim, não importa isso agora. Mas só por complemento, hoje gostei da sua comida. (Sua, minha...ai)
Agora já nem sei mais aonde queria chegar com isso... Sei que precisava um café (manter esse vício).
Mas era meio que isso:
Se por algum motivo resolvesse escrever a primeira coisa que me vem a cabeça seria algo do tipo:
...
(eco)
Mesmo com essa gama imensa de pensamentos (ironicamente falando, e leia esse imensa com uma imensa entonação na segunda sílaba e assim por diante), os dias passam cansativos...

Agora preciso ir... Colocar números nesse abismo vazio de pensamentos...
Só de pensar me entorpece...

Alguém me arruma um café?
Maldito vício....

domingo, 22 de agosto de 2010

Solução insensata para fugir do medo

O fim, hoje, significaria uma fuga.
A maneira mais fácil de livrar-se dos medos,
apenas por não fazer e não ter o mundo lhe cobrando os resultados.
Mas a alma não iria em paz, não teria a sensação de dever cumprido.
Ficaria presa as coisas inacabadas...
Por falta de tempo ou pelo medo que confortou a preguiça e o descaso.

Reported by Ana
;]

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Complicações

Pensamentos confusos
Sua identidade..
perdida
E você já não sabe mais o que é certo ou errado

Parece não existir um fim para isso tudo...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Idéia para um título (em busca)

Deixa escapar por entre seus dedos....
............ Deixa fugir
........................ sem nem imaginar

Pensei que a tinta era azul... Agora percebo que é preta...

Isso não faz sentido...

E assim nasce um título!

domingo, 15 de agosto de 2010

Deixa acabar... Ou deixa ficar

Caminhava por entre aquelas luzes frenéticas junto aos seus devaneios que giravam, corriam e cercavam...

Um beijo de despedida, uma porta que se fecha, o vento cortante da madrugada, aquelas luzes correndo... Pulso normal. Respiração normal.
Inspira...
E nem pensa que essa imagem foi a final.
Sua vida se encerra por aqui. Você percebeu? Você apreciou essa sua última visão? Em que você pensava? Você sorria? Você sentiu?
Você viu!? Você viu sua vida acabar com um suspiro que se expira?

Então um calor intenso. Depois frio. Não há dor. Não há tempo para pensar.
O que você queria ter feito?
Você amou? Você foi feliz? Você se arrepende? Quem foi você afinal?
Não há tempo. Foi seu fim. E você nem pensou.

Ou seria. Mas você virou e dobrou na esquina.
Continuou suspirando por mais um passo...
Sem nunca pensar no seu fim.


Tinha um medo profundo:
Deixar a vida sem tudo ter feito.
Agora...
Deixa estar...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Disposição (ou a falta do que dizer)

Não sei muito bem, sabe?
Foi algo que me veio
E algo que me falta

vontade

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Afinal...

Músicas proibidas
.... Definiam você tanto
Agora livres novamente
... . Sentia falta
Ao fim, não mudamos tanto assim...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Síntese

Nada mais funciona aqui..

(Minha cabeça principalmente)

domingo, 25 de julho de 2010

Lembranças!

Lembranças na rua, no rio
Lembranças lá fora, no frio
Lembranças em tudo

Essas corroem
Essas destroem

Conclusão
...........
.........inexistente

sábado, 24 de julho de 2010

Grande lugar vazio

Não tenho conseguido resumir e por em palavras aquilo que tenho sentido.
E olhando as frases passadas não encontro nada que realmente ache bom para não deixar isso aqui sem sinais de existência.
E olhando as palavras de outros tempos percebo como agora me encontro em um lugar vazio. E como quase nada aqui faz mais sentido. Quase não me restam sentimentos fora de casa. E não vejo motivos para andar nesse lugar. As lembranças de cada espaço... As lembranças ferem demais.
Encontrei as cartas sem destinos que resumem toda a raiva e dor das últimas vezes aqui. E a única esperança, ou aquela que me dava esperança, em cada uma delas era apenas uma e única.
Que, mesmo hoje, continua presente... E como eu dizia nessas cartas, uma ajuda que surgiu do nada e foi e é tudo. E ninguém do passado sabe, por não ter a capacidade de ouvir, perguntar ou conversar..

"Hoje eu não sinto saudades, nem raiva, muito menos amor. É tudo um grande vazio. Eu não sinto nada, só uma dor que não entendo por completa. Apenas me impede de viver."
(Originalmente de uma carta para um alguém, jamais enviada. Por volta de 25 de janeiro de 2010...)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Horas de sono

As vezes é como se o chão repelisse meus passos
Mas não meus sapatos

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Iluminado incompreensível

Percebi que esqueci de apagar a luz dos dias que passaram
E nem isso faz do passado um lugar menos obscuro